Menor tarifa: questão tecnológica ou comercial?
Panrotas - Suplemento Especial LACTTE 2007

O Panrotas Corporativo, em Suplemento Especial LACTTE 2007, entrevistou Luís Vabo, diretor comercial do Reserve.

Panrotas:
 Luís, quando se fala hoje em tecnologia, logo vem à mente a questão do custo, ou dos altos custos. Como as pequenas empresas e mesmo as grandes devem avaliar seus investimentos em tecnologia? O que deve ou não ser terceirizado?

Vabo: No passado, investir em tecnologia era uma questão de opção. A empresa podia optar por investir em tecnologia ou seguir um outro caminho. Hoje, investir em tecnologia é uma necessidade, imposta pela velocidade com que as informações circulam no mercado e pela absoluta importância de que o seu produto ou serviço seja acessado pelo seu consumidor, no momento em que ele deseja e não mais no momento em que você quer.

Os critérios para avaliação dos investimentos em tecnologia variam muito pouco em função do tamanho da empresa. Sempre guardadas as proporções, a empresa deve avaliar, em primeiro lugar, a sua própria capacidade de investimento, pois as alternativas existentes permitem também pequenos investimentos com bons resultados. Em seguida, analisar as demandas do mercado em que atua e os caminhos que ele está seguindo, afinal desenvolver tecnologia é "core business" das empresas de tecnologia e custa caro. Por último, decidir entre as 3 alternativas básicas que surgem:
1 - Desenvolver a tecnologia, a um alto custo considerando o uso por uma única empresa.
2 - Adquirir um pacote de tecnologia (hardware+software) e mantê-lo a um alto custo de pessoal, treinamento e reposição.
3 - Contratar o pacote de tecnologia, incluindo todos os serviços de implantação, treinamento, operação, manutenção e suporte.

A experiência tem mostrado que a 3a. opção tem sido a mais interessante, do ponto de vista do valor investido e da retenção da tecnologia aplicada como fator de conhecimento dentro da empresa. Por isso, recomendo a terceirização, pela contratação de tecnologia pronta, testada e vencedora. Sempre sairá mais barato e o risco infinitamente menor.

Panrotas: 
Com tantas fontes de informação, na hora de buscar as melhores tarifas, que garantias o usuário tem de estar fazendo o melhor negócio? As melhores tarifas estarão sempre nos sites dos fornecedores?

Vabo: Há um mal entendido nesta questão da tecnologia X oferta de tarifas. A questão da oferta das melhores (ou menores) tarifas não é uma questão tecnológica. Este é um ponto eminentemente comercial. Qualquer sistema de reserva, seja ele oferecido por um GDS ou por uma empresa de tecnologia independente como o Reserve, pode oferecer as menores tarifas de qualquer fornecedor. Os sistemas dos GDS''''''''''''''''''''''''''''''''s não oferecem as menores tarifas (web fares, tarifas de oportunidade etc.) simplesmente porque o acordo comercial que têm com as cias. aéreas inviabiliza isso.

No caso do Reserve, quem garante que oferece todas as menores tarifas é o próprio fornecedor, pois a relação comercial é deste fornecedor com a empresa licenciada Reserve. Isto é possível porque o Reserve não é remunerado pelos fornecedores, mantendo com eles uma relação contratual focada na oferta de seu inventário completo de vôos e de tarifas, sem envolvimento financeiro.

Este modelo inovador do Reserve passou a ser utilizado também por empresas de tecnologia americanas, que demoraram um pouco mais do que nós a perceber o movimento de independência tecnológica das cias. aéreas, criando lá a necessidade do "connect direct" ou conexão direta com o fornecedor, sem pagar o pedágio ao GDS. No Brasil isso é mais forte, em função de que 95% do inventário de vôos domésticos (TAM, GOL, Oceanair, Webjet, Total, Trip, Team e outras) não oferecem suas menores tarifas pelos GDSs.

Panrotas: Que lacuna o Reserve veio a ocupar na atual conjuntura da indústria de viagens corporativas? Acredita que a evolução se dará em que sentido? Acha que o lazer poderá ter um produto similar ou já existe algo no Brasil e no mundo nesse sentido?

Vabo: O Reserve é um sistema de gestão de viagens corporativas, ou seja, o sistema de reservas é apenas uma das funcionalidades do Reserve. Em 2005, nosso primeiríssimo ano de operação, recebemos do FAVECC, o Troféu Partnership como Melhor Solução Tecnológica. Ora, o FAVECC é o mais importante grupo de agências de viagens corporativas do Brasil e, certamente, selecionou o Reserve porque viemos efetivamente preencher uma importante lacuna, qual seja a de re-agregar todos os inventários e todas as tarifas em uma única tela para o consultor da agência.

Ocorre que o Reserve foi além. Ao ser licenciado por corporações multinacionais, como o HSBC Bank, a Cargill Agrícola entre outras, o sistema comprovou sua vocação eminentemente tecnológica, não interferindo jamais na relação comercial da empresa licenciada com os fornecedores ou com sua AGV (agência de gestão de viagens).

O futuro está aí e a corporação que deseja efetivamente gerir com eficácia seu orçamento anual de viagens e gerar economias entre 12% e 18% ao ano, deverá contar com um sistema de gestão de viagens próprio e que este sistema seja independente dos fornecedores (leia-se que não seja remunerado pelas cias. aéreas), pois acredito que somente desta forma, a corporação estará segura de que seu sistema de gestão opera efetivamete focado em gerir e reduzir seus custos de viagens.

O sucesso do Reserve tem sido tamanho junto ao mercado corporativo que já estamos estudando utilizar alguns de seus módulos para a criação de um novo produto, a ser licenciado para agências de turismo e de viagens de lazer, provavelmente já no final de 2007.

Antes disso, lançaremos muitas novidades. Já no LACTTE será apresentado o SELF-TICKET, módulo de auto-emissão complementar ao Self-Booking (auto-reserva), que permitirá que o funcionário de uma empresa faça sua própria reserva, registre a autorização eletrônica considerando a gestão completa da política de viagens, até a emissão do bilhete aéreo, recebendo o e-Tkt em seu e-mail.
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