
Panrotas - Ed. 904 - Março 2010
Primeira fonte de dados de viagens corporativas a informar seus números relativos a 2009, o sistema Reserve divulgou esta semana os resultados do ano passado, quando processou 2.846.968 transações de viagens, contra 2 milhões em 2008. Se somadas as transações de outros serviços (pedidos de taxi, adiantamento de despesas de viagens etc.), os números chegam a 3 milhões de transações.
O levantamento agrega a produção das megacorporações Vale, HSBC, Accenture, Cargill e Saint-Gobain, além de mais de 1.200 empresas de grande e médio portes, clientes de mais de 40 agências de viagens corporativas licenciadas no Reserve em todo o Brasil.
Por questão de confidencialidade, os dados divulgados pelo Reserve referem-se a percentuais, sempre em relação a transações e não a volume de vendas, como fazem as associações de agências corporativas. Exceção é o valor do ticket médio e da diária média, nacional e internacional, parâmetros comparáveis aos das outras fontes do segmento.
No Reserve, em 2009 a tarifa aérea média foi de R$ 542,43 (nacional) contra R$ 508,75 em 2008, representando um acréscimo de 6,6%. Já a tarifa aérea média internacional, que foi de R$ 2.164,49 em 2008, baixou para R$ 2.055,62 em 2009, uma redução de 5%, provavelmente reflexo da crise econômica mundial.
Na hotelaria, a diária média de hotel foi de R$ 148,88 (nacional) representando uma queda de 12,6% em relação a de 2008, que foi de R$ 170,40. Já no internacional, a diária média subiu de R$ 290,50 em 2008 para R$ 309,99 em 2009, de acordo com a produção dos usuários Reserve.

Entrevista exclusiva
Os diretores do Reserve, Solange e Luís Vabo, receberam o PANROTAS para uma entrevista:
PORTAL PANROTAS – 2009 foi um ano de crise, mas o Reserve cresceu quase 50% em transações. Os clientes Reserve não sentiram a crise ou os novos licenciados é que fizeram a diferença?
SOLANGE VABO – De uma forma geral, os licenciados Reserve também cresceram em 2009, apesar da crise. Há quem acredite que, justamente em função da crise, as corporações deram mais atenção à gestão de viagens, em busca de redução de custos, o que gerou boas oportunidades para as agências Reservistas.
PP – Mas a Vale assinou contrato com o Reserve em 2009. Este crescimento não veio devido à Vale?
LUÍS VABO – A Vale iniciou produção a partir do último trimestre do ano e, portanto, teve alguma participação neste índice. Além disso, o crescimento ocorreu em função da entrada de outros 10 novos licenciados em 2009 mas, principalmente, pela performance de licenciados “heavy users” como Copastur, Eurexpress e Net Tour, entre as agências e também o HSBC e a Accenture, entre as empresas.
PP – E como anda o projeto de internacionalização? Continua somente na Argentina?
SV – Nosso beta-teste com a Cargill na Argentina está sendo concluído este mês e nossa equipe de desenvolvimento tem dado apoio local ao projeto, a partir de nosso Escritório Regional de Buenos Aires. Estamos em fase final de negociação com clientes no Chile e no México, além de conversarmos com algumas empresas americanas interessadas no modelo do Reserve, citado como “case” único na América Latina. Mas, como você sabe, nossa característica é dar um passo de cada vez, de forma consistente e com uma operação que mantenha a confiabilidade, velocidade e segurança de sempre.
PP – E os lançamentos de novos produtos? Chegou mesmo a hora do Reserve diversificar?
SV – Em nosso Planejamento Estratégico para o triênio 2010/2012, resolvemos que é hora de diversificar. A marca Reserve está consolidada como líder em gestão de viagens corporativas no Brasil e estamos levando-a para fora do país. Por que não utilizar este conceito vencedor para outros produtos tecnológicos? Em 2009, desenvolvemos o Travelnow, um “hosting” para empresas transportadoras de passageiros, com flexibilidade para cias. aéreas, cias. de cruzeiros, empresas de transporte por helicóptero, cias. de viação, operadores marítimos, fretamentos etc. etc.
LV – O Travelnow já está em uso comercial por uma cia. aérea privada, operando 3 aviões. Trata-se de uma experiência de uso que alavancará o produto para iniciarmos sua comercialização, inicialmente para cias. aéreas regionais. O sistema está redondo, com gestão do inventário, tarifas, reservas, emissão, checkin, bagagem... Pretendemos nos tornar, em breve, uma nova solução neste mercado de poucos “players”, com um custo bem competitivo.